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O campo de pólo do Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo, SP, foi palco, em dezembro, do I Curso de Instrutores Oficiais de Atrelagem Paraolímpica. O evento,   organizado pela diretoria de equitação especial da Federação Paulista de Hipismo e Confederação Brasileira de Hipismo, contou com o apoio da Fundação Rancho CG e Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL).

O curso foi credenciado pelo Comitê Paraolímpico Internacional de Esportes Eqüestres (IPEC), e ministrado por dois ingleses: Sue Adams - delegada técnica do IPEC para Atrelagem - e John Cow-dery - instrutor de Atrelagem Paraolímpica. As aulas foram teóricas e práticas e tiveram tradução simultânea da Skill.

A ABPSL manifestou seu apoio através de patrocínio e divulgação, e os animais e carruagens cedidos para o curso foram das Fazendas Interagro, da Família Gavião Gonzaga, introdutores da Atrelagem com cavalos Lusitanos no Brasil.

Fonte: Revista SP Horse, Dezembro/2003, nº 08, pp. 23


A Atrelagem Paraolímpica (PPD) foi instituída em 1968 pelo Principe Philip, do Reino Unido, que redigiu as regras desta competição para pessoas sem limitações motoras. As regras foram aprovadas pela Federação Eqüestre Internacional (FEI).

A competição consiste de três fases que devem ser executadas entre 3 e 4 dias. No primeiro dia são apresentadas as provas de Adestramento; no segundo, a Maratona com Obstáculos (que no CCE corresponde ao Cross-Country); no terceiro dia a competição é de precisão ao tempo (cronômetro) e que corresponde ao Salto Clássico.

“Muitas pessoas com limitações físicas decidem que cavalgar não é uma atividade para elas, mas como gostam do contato com cavalos, a Atrelagem oferece uma alternativa plausível e agradável de se participar do mundo hípico”, comenta a fisioterapeuta Gabriele. “Obrigatoriamente, a PPD deve ser acompanhada por uma pessoa sem limitação física; que vai desempenhar as funções de segurança e técnico. Atualmente, 15 países já praticam este esporte, mas este número ainda não é suficiente para que ele seja incluído como disciplina oficial Paraolimpica. A FEI tem encorajado a prática do esporte e espera-se que logo existam países suficientes para tornar a Atrelagem um esporte Paraolimpico oficial para participar de competições nacionais e internacionais”, conclui Gabriele.

O Clube Hípico de Santo Amaro, na Capital paulista, vai sediar entre 12 e 14 de dezembro de 2004 um curso de instrutores oficiais de Atrelagem Paraolímpica.


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