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Genghis Khan Parceiro de Amazona Paraolímpica


Genghis Khan (na foto acima), cujo caráter é muito diferente do que seu nome poderia prever, é um cavalo dócil e sensível. Ninguém sabe disso melhor que Deb Lewin. Paralisada num acidente de carro três anos atrás, Deb, uma ex jogadora profissional de hockey da África do Sul, é uma amazona muito ativa. Em conjunto com a Equest – uma organização de cavalgada terapêutica – ela compete regularmente em adestramento e recentemente precisou de um novo cavalo como parceiro. Cristina Boggio, sua instrutora, conhecia um cavalo assim, um garanhão Lusitano de propriedade de um amigo.

"Ele é maravilhoso e eu confio nele completamente” ela disse a Deb. "Quer tentar?" Deb concordou e foi a Fort Worth, Texas, onde Peter Van Borst treinava Genghis Khan.

"Deb não pode usar o lado esquerdo mas ela se equilibra mesmo utilizando um lado só. É incrível o que ela faz. Muitos cavalos se ressentem quando seus cavaleiros não têm equilíbrio,” disse Cristina, explicando que eles podem ficar confusos pelo peso desigual e distribuição da pressão. "O cavalo tem que ser franco e capaz de perceber que ela não pode usar a perna em um dos lados. O cavalo é um grande aliado – eles têm de prestar atenção e se concentrar, eu tinha observado o caráter do Genghis Khan e sabia que ele era muito distinto.”

Deb assistiu Cristina montá-lo antes de tentar corajosamente subir ela mesma.” "Só de pensar que ela estava montando um garanhão já a deixou nervosa”  disse Cristina. "O Genghis Khan era um pouco grande para ela e ela poderia ter perdido o equilíbrio. Eu o montei primeiro – mas ele era outro cavalo com a Deb. Ele entendeu completamente a situação. Foi espantoso."

Apesar de vir competindo por apenas três anos, ela iria competir nos Jogos Paraolímpicos de Sydney mas não pôde fazê-lo devido a uma concussão causada por um acidente quando montava outro cavalo”. Agora, em plena forma, Cristina espera que Genghis Khan vá ajudar Deb a chegar aos próximos Paraolímpicos em Atenas, Grécia em 2004. Para chegar lá ela precisa participar das competições da USDF contra cavaleiros não deficientes. Deb e Cristina já estão trabalhando numa rotina de adestramento com música. "Nós tinhamos planejado usar música country," disse Cristina, "Mas nós logo percebemos que esse cavalo nunca vai poder ser country." Vários cavaleiros Paraolímicos  usam quartos-de-milha e até mesmo puros-sangues mas Cristina está confiante que o Lusitano é particularmente adequado para o esporte. "Lusitanos são maravilhosos," diz. "Eles têm qualidade de movimento - a união é natural, o que torna tudo mais fácil para quem monta. Mas eu acho que acima de tudo está a seriedade da raça e a vontade que eles têm de agradar.”

Arquivo: Outubro 2002