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Em 1991, a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano – ABPSL celebrou com a APSL – Associação Portuguesa dos Criadores do Puro Sangue Lusitano um Protocolo de Reciprocidades, que faz com todos os Puro Sangue Lusitanos registrados no Brasil sejam também acolhidos no Stud Book Português e no de todos os países que possuem convênio análogo com Portugal. Os cavalos brasileiros de Puro Sangue Lusitano são assim universalmente reconhecidos.

No nosso País, todas as raças nacionais descendem dos cavalos trazidos pelos primeiros colonizadores portugueses e daqueles que entraram pela fronteira migratória descrita no seção anterior. O Cavalo Lusitano originou no Brasil o Mangalarga e o Campolina.

O primeiro, foi criado em Minas Gerais, por Gabriel Fransciso Junqueira, barão de Alfenas que em 1821 recebeu como presente de D. João VI, o garanhão Alter "Sublime" com o qual beneficiou um grupo de éguas Crioulas.

O Campolina data de 1840, vindo o seu nome do fazendeiro Cassiano Campolina, que inciou sua criação no Sul de Minas, com éguas que foram cobertas por garanhões importados para a Coudelaria Real de Cachoeira do Campo por D.João VI.

Após essa real introdução, pouca notícia se tem do Cavalo Lusitano no Brasil. Foi somente no século passado, na década de 70, que ele reaparece em São Paulo trazido de Portugal pelo criador Antonio de Toledo Mendes Pereira, que em 1974 fundou a então denominada Associação dos Criadores do Cavalo Andaluz.

A par da quantidade, o mais significativo é a qualidade do plantel brasileiro, conseguida garças a aquisição de animais de grande nível em Portugal e à criteriosa seleção levada a efeito pelos criadores nacionais, que assim garantiram ao efetivo nacional um padrão de qualidade que nada deve a qualquer outro.

Em junho de 1994 a Associação Brasileira contava com 163 sócios, que por sua vez possuíam 2189 animais puros registrados, sendo 943 fêmeas nacionais e 282 importadas, bem como 876 machos nacionais e 88 importados. Os animais cruzados somavam nessa data 2657 cabeças. Ano a ano vem se acelerando a expansão do rebanho e do quadro social e, em decorrência da grande procura e valorização dos animais da raça é provável que, em poucos anos, o Brasil se torne o maior criador de PSL em todo o mundo.


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